Lendas do Rugby
Vicente del Rio y Navarrete PDF Imprimir E-mail
Avaliação do Usuário: / 26
PiorMelhor 
Escrito por Matheus Moreira   
Qui, 22 de Janeiro de 2009 09:00

Nascido na Região da Galícia, Espanha, em 1959, Vicente veio bem cedo para o Brasil. Começou a jogar rugby pelo Niterói Rugby aos 17 anos e aos 41, foi provavelmente o jogador mais velho a ter jogado o Campeonato Brasileiro de 2001.
Jogando de segunda linha, tornou-se um dos jogadores mais importantes do Niterói Rugby em sua história. Pela sua experiência, força e raça, após disputar mais de vinte temporadas pelo clube, Vicente não consegue se aposentar!
Não só em campo que ele faz falta, mas também fora dele. Figura folclórica nas viagens e festas, poucos aguentam suas gozações e são memoráveis as histórias entre ele e outros segundas-linhas (principalmente com Boca, o "Imperador do Mal").
Hoje, mesmo pai do Rodrigão (futuro pilar do time), nascido em 2000, e casado com a Alê, o Niterói Rugby ainda não vai deixar Vicente pendurar as chuteiras. Pelo menos na beira do campo ele continua sempre presente, geralmente aos berros.
Como ele mesmo sempre diz (ou grita) : "Tá na hora de renovar, bota Vicente pra jogar!"

Última atualização em Qui, 22 de Janeiro de 2009 09:06
 
Pedro Luis de Souza Miranda Cardoso PDF Imprimir E-mail
Avaliação do Usuário: / 11
PiorMelhor 
Escrito por Matheus Moreira   
Qui, 22 de Janeiro de 2009 08:59

Pedro Cardoso, também conhecido como Pedrão (apesar de ser baixinho, cerca de 1. 67m) ou Pe-pedro (uma gozação com sua gagueira), foi, sem dúvidas, um dos maiores jogadores de rugby e handball do Brasil de todos os tempos.
Atleta completo, desde cedo Ppedro se destacava em vários esportes e foi campeão infantil de atletismo (nos 100m rasos) e basquete (jogando de armador). Começou a jogar rugby nos primeiros anos do Niterói Rugby e participou dos primeiros títulos do Campeonato Brasileiro do clube. Jogando de primeiro centro, a linha do Niterói formada também com Zé Ricardo, Colin Turnbull, Maurício Escremento e Ian Turnbull fez história no Rugby Brasileiro.
Além de jogador, Pedro foi também presidente do Niterói Rugby e sempre lutou para o crescimento do clube.
Ppedro era craque também no handball e foi um dos fundadores do Niterói Rugby Handball em 1980. Extremamente ágil e veloz, foi um dos heróis do Bi-Campeonato Estadual em 82. Diversas vezes convocado para a Seleção Brasileira de Handball, muitos ainda se lembram de como entortava os adversários e enlouquecia os goleiros saltando da linha de fundo para o meio da área na hora do arremesso.
Um dos maiores jogadores de rugby do Brasil, Pedro Cardoso - que passou a jogar na posição de abertura posteriormente - foi capitão do Niterói Rugby durante anos. Foi convocado diversas vezes para a Seleção Carioca e para a Seleção Brasileira. Disputou o VIII Campeonato Sul Americano de Rugby, realizado no Chile em 1979, e foi o herói de uma histórica vitória sobre o Paraguai. Nessa ocasião,Ppedro foi o único jogador brasileiro a ser convocado para os Jaguars, seleção da América do Sul, de jogadores argentinos (maioria), uruguaios e (poucos) chilenos e paraguaios. Foi reserva do lendário abertura Hugo Porta, o maior jogador de rugby da Argentina de todos os tempos, numa excursão para a África do Sul.

 

Em 1985, após um intervalo de vários anos, uma seleção brasileira adulta foi convocada novamente. Estavam todos os jogadores juntos para a apresentação do novo treinador, um francês chamado Alan Baquet, e assim que ele chegou perguntou: "Quem é Pepedro Cardoso" - de quem ele ouvira falar dos Jaguars. "So-sou eu", Pedro respondeu, e os dois sairam para uma sala reservada. Meia-hora depois ambos voltam e Alan Baquet declara: "Este é o capitão da seleção, qualquer coisa que vocês precisarem saber dirijam-se a ele". Essa seleção foi que disputou a histórica partida contra a Seleção Principal da França no Rio Cricket em Niterói, no qual o Brasil fez 9 pontos, três deles de Pedro Cardoso.
Grande companheiro, bom de bola e de copo, Ppedro desequilibrava qualquer partida, sobretudo quando chegava no campo de mau-humor, com cara de ressaca. Hábil como poucos, pegava a bola, fintava o primeiro, o segundo, o terceiro, e depois, solidário, passava para um companheiro fazer o try. Muitos se recordam de um jogo em que fez dois adversário baterem de frente um com o outro ao tentarem pegá-lo.
Não importando o quão duro o jogo tivesse sido ou quão animado fosse o terceiro tempo, no dia seguinte o advogado Pedro Cardoso estava nas barcas de Niterói às 7 da manhã, barbeado e de terno, indo para o Fórum do Rio de Janeiro.
Porém, teve um adversário que nem Ppedro conseguiu driblar. Final de 1985, numa festa do Niterói Rugby em Itaipu, Ppedro foi levar a namorada para casa de moto. Depois de deixar a moça em casa, no entanto, ele decidiu voltar para a festa. No meio do caminho sua moto cruzou a pista e bateu de frente com outro carro. O Niterói Rugby perdeu seu abertura, capitão e grande amigo. E um dos maiores atletas que já tivemos a honra de ter.

Última atualização em Qui, 22 de Janeiro de 2009 09:08
 
Carlos Felipe Picanço Portugal PDF Imprimir E-mail
Avaliação do Usuário: / 12
PiorMelhor 
Escrito por Matheus Moreira   
Qui, 22 de Janeiro de 2009 08:58

Carlos Felipe Picanço Portugal era de uma família tradicional de Niterói, pertencente ao quadro de sócios do clube Rio Cricket. E foi justamente naquele campo que Felipe mostrou seu talento único em dois esportes: o futebol, atuando pelo time do Rio Cricket, e o rugby no Niterói Rugby. Talvez o talento seja de família já que dois de seus três irmãos, Raul e Ricardo Lúcio "Lulinha" (ainda jogando no NRFC),também foram craques da bola ovalada.
Felipe era o jogador que encantava a torcida com jogadas sensacionais. Seus amigos do Rio Cricket, sentados à beira da piscina, torciam e vibravam com as maravilhas que ele fazia no campo. Jogando de full-back, Felipe foi talvez o maior chutador que o rugby brasileiro já viu. A pontaria fez merecer o apelido da jogadora de basquete Hortência. Não à toa para quem o viu acertar chutes incríveis, acertando o H de antes do meio de campo no Cricket...
As histórias são muitas e continuam sendo contadas e misturadas. Histórias sobre sua habilidade dentro de campo e sua descontração fora dele.
Como poderíamos esquecê-lo? Jogador do vitorioso time de rugby do Niterói Rugby da década de 80 e 90 (campeão brasileiro em 1986 e 1990), com passagens pela Seleção Brasileira, Felipe fez história no rugby nacional e em nosso clube. Foi treinador do time de rugby juvenil do Niterói e divulgou o esporte entre jovens, inclusive dando treinos aos associados do Rio Cricket.


Fora de campo Felipe também foi inesquecível: seja nos terceiros tempos, nas viagens (como quando tentou embarcar no avião para o Uruguai com a carteira de advogado da OAB, ou numa versão mais exagerada, com a carteirinha de sócio do Rio Cricket) e nas festas à fantasia (numa delas Felipe foi vestido de "presente", envolto numa caixa e com uma fita na cabeça. O problema foi ir no banheiro..).
Faz parte de seus créditos também duas músicas do Niterói Rugby cantadas até hoje em jogos e viagens:

Encontrei uma perua
Que queimou a Bunda dela
Foi correndo toda nua
Por a bunda na janela
Bota a bunda na janela
Bota a bunda na janela....

e a máxima....

Já que a cerveja acabou ô ôôôô
Que que'u tô fazendo aqui
Eu não sou nenhum herói
Vou voltar pra Niterói.

Acima de tudo, Felipe foi um grande amigo. Como pequena prova do carinho e amizade que todos que conviveram com ele cultivaram, seguem os muitos recados deixados no site do Niterói Rugby em sua homenagem.

DEPOIMENTOS

Raul Portugal Neto - ex-jogador do Niterói e irmão de Felipe

Meus amigos, Sei que posso estar importunando a vida de vocês, mas a lembrança do Felipe não sai da minha cabeça e uma forma que tenho de aliviar a pressão é escrevendo e compartilhando com vocês meus sentimentos.
Segue abaixo, um resumo da mensagem que recebi de um primo:
"A perda do Felipe é realmente irreparável, e a dor tão grande e de tantos só confirma isso. Atualmente, os parâmetros predominantes para categorização das pessoas não são tão frios, mercantilistas e utilitários assim, pois aparentemente um cara como o Felipe, um rebelde contemporâneo, não teria muito espaço neste mundo atual que valoriza a riqueza, o sucesso profissional, as aparências. Em parte, isso pode até ter ocorrido em muitas situações, mas o que vimos com sua morte foi uma enorme demonstração de pesar e, portanto, do valor que as pessoas lhe atribuíam do jeito que era. Ficou evidenciado que os sensíveis, as pessoas de bem, ainda têm lugar no mundo e, talvez, sejam cada vez mais importantes, tendo em vista a aparente desumanização das relações. Ele era um cara muito legal, acho importante zelarmos por sua magem, sua rebeldia deve ser lembrada sempre, apesar disso não ser o principal dele!" (Maurício Barreira)

---

Marcus Boeira

A presença dele, era a tradução da vida desportiva e boêmia niteroiense, uma coisa que
me fazia amar essa terra abençoada...ele era a prova de que podemos viver uma vida inteira sem causar mal ao próximo...Era o amigo que quando longe, deixava saudades de poder rir descompromissadamente...de ser genial...nossa conexão era algo que, na maioria das vezes, traduzíamos em pequenos versos tirados do cotidiano...das pessoas que fazem parte da vida da gente e que, corriqueiramente, esquecemos...Dava valor as maneirisses destes indivíduos transformando-as em risos, eternizando passagens que, de outra forma, restariam perdidas como poeira no vento...
Deixava sempre sua marca registrada...seus olhos de tigre...sua canalhisse abusada e inteligente...seu deboche mascarado...Nos fazia odiá-lo por ser tão easy e amá-lo por fazer nossa vida fluir da mesma
forma...tanto que desde segunda, além da tristeza e de risos solitários e saudosos, ecoa em minha cabeça o velho pagode entre tantos outros que fizemos... ..."antes da primeira missa o
melança toma uma goró, pra preguiça, pro gogó...esse padreco é artista da vovó...Depois do primeiro trem...o batina já saiu pro vai e vém, pro bar do antero...pro lero-lero..cachaça e vinho esse santo é de ferro...me sacaneia...me sacaneia...esse padre só faz missa e caneia...(bis)...Já sei o que é o que é (breque)...que esse malandro tem...sobe de quatro a escadaria quando vem...dessa cestinha eu não vou mais além...basketiból digreja..já não me convém.."
..."MELANÇA O PADRECO QUE CANIAVA..!! (por Felipe Portugal)
Godspeed sweet prince......!!!

--

Amilsom Rodrigues

Felipe.Sem dúvida um dos jogadores que mais gostei de assistir e jogar. A cena descrita pelo Fernando foi a mais memorável que presenciei. Salvando um try certo, contra um adversário historico, dando força e coragem ao time.Momentos especiais, para recordar sempre, de um cara inesquecível.
---

Alexandre Mobridge - jogador do Bandeirantes Rugby (SP)

Meus sentimentos e de todo o time do Bandeirantes pelo atleta do Niterói.
Ale
---

Fernando "Coruja" - jogador do Niterói Rugby

Felipe
Meu amigo/meu irmão
não existe como definir a honra e o orgulho que sinto por tê-lo conhecido. A saudade já é imensa...
Inteligência impar...
Extremamente habilidoso...responsável direto por incontáveis vitórias do NRFC obtidas através dos seus chutes e arrancadas fulminantes.
15 canarinho...
Foram 25 anos de estórias, amizade, companheirismo... passados ao seu lado... quantas jogadas juntas, viagens.
É muito difícil entender o amor que sinto pelo NRFC, mas um time que teve jogadores como Colin, Pedro, Jamelão e agora Carlos Felipe Picanço Portugal...
Força familia NRFC, Tauil e Picanço Portugal .
Felipe - Meu irmão de sangue,..." pois aquele que derramar o seu sangue ao meu lado," ...
Descanse em paz
Fernando Oliveira

---

Taty Thuler - jogadora do Niterói Rugby Feminino

Deixo aqui os meus sentimentos à família e amigos pela perda de nosso irmão Felipe Portugual.
Siga em paz...

---

Viv Trindade - jogadora do Niterói Rugby Feminino

Não cheguei a conhecer Felipe Portugal, mas Lulinha e família.. deixo aqui minha solidariedade..
Afinal, se ele é uma pessoa admirada por pessoas que conheço e admiro.. não é dificil imaginar a pessoa legal que ele é..
Digo é, porque aqueles que deixam lembranças, ensinamentos, carinhos, etc... que deixam um pouco de si dentro de outras pessoas nunca nos deixam por completo, pois passam a viver dentro de cada um.. dentro da memória, dentro do coração..
E acho que é por isso que o rugby é uma família tão completa.. pois mesmos aqueles que nos deixam, vivem em outras pessoas e de certa forma o melhor delas é passado aos novos integrantes da família..
Obrigado Felipe pelos muitos (como pude perceber nas mensagens) ensinamentos deixados por você que ainda irei aprender... Vai em paz...
Viv Trindade.

---

Alan Silveira - jogador do Niterói Rugby

Ainda hoje me pergunto: o que fez me apaixonar dessa forma pelo rugby? E me recordo de quando era juvenil, de quando na qualidade de espectador fanático do time adulto observava aqueles GRANDES amigos jogando.... Junto deles Felipe Portugal....UM GÊNIO!!!! E assim obtenho a resposta. Felipe ensinou a minha geração a jogar, a nos amarmos, a sermos antes de qualquer coisa amigos unidos!!!! OBRIGADO FELIPE PRTUGAL!!!! Por me ensinar a compreender essa filosofia de vida chamada NITERÓI RUGBY. E obrigado meu Deus!!! Por me dar a honra de jogar com Felipe, mesmo por poucas vezes!!!
Lulinha, caro amigo. Fique com Deus irmão e conte comigo para o que precisar!
Um abraço.
Alan (1ª linha).

---

Xavier Vouga - árbitro de rugby oficial da ABR e ex-jogador

Tive a honra de enfrentar Felipe Portugal num desses memoráveis Niteroi X Alphaville que as décadas de 80 e 90 nos proporcionaram. Poucas vezes, muito poucas, perdi jogando pelo Alpha, numa delas, Felipe Portugal fez chover.
Estas lembranças são eternas. Obrigado, abraço, Xavier

---

Pedro Viana - jogador do Niterói Rugby

FALAR DE FELIPE NÃO É NADA FACIL, MESMO ESTANDO AFASTADO DO TIME A ALGUM TEMPO,CONTINUAVA MANTENDO SUAS LENDAS E SEUS FEITOS PARA QUE FOSSEM CONTADOS PARA OUTRAS GERAÇÕES. GERAÇÕES COMO A MINHA QUE O CONHECEU AINDA DENTRO DE CAMPO, FAZENDO JOGADAS MARAVILHOSAS SEM CONTAR OS CHUTES IMPOSSÍVEIS QUE ELE COLOCAVA LÁ DENTRO. PARA NÃO SER REDUNDANTE E NÃO PECAR POR FALTA, FAÇO DAS PALAVRAS DOS COMPANHEIROS AS MINHAS, E DEIXO UM GRANDE ABRAÇO AO GRANDE AMIGO LULINHA ( FORÇA MEU IRMÃO ) E A FAMILIA MEUS SENTIMENTOS.

---

Nei Vasconcelos - jogador do Niterói Rugby

Não tive muito contato fora de campo com Felipe, mas tive algum dentro dele, quando era adversário, porém admirador do Niteroi Rugby. Pelas façanhas habilidosas que presenciei em campo, pelas histórias contadas pelos amigos, pelo pouco contato que tive e pela convivência com seu irmão Lula, devo dizer que Felipe é uma daquelas pessoas que nos faz sentir orgulho de vestir a camisa vermelha e preta, um dos que ajudou a construir a história gloriosa de nosso clube, que tanto veneramos. É assim que me sinto, orgulhoso e triste! Lulinha, me solidarizo contigo e com sua família, assim como com os companheiros de clube que tanto sentem essa perda .
Abraço,
Nei.

---

Fernando Esteban - jogador e atual treinador do Niterói Rugby

O homem que 'desiluminou' o Lumini se foi. Se apagou uma luz no Rio Cricket, a[s]cendeu uma estrela no [para o] firmamento. Inúteis quaisquer palavras para falar de Felipe - serão insuficientes para definí-lo, tanto para os que o conheceram, quanto para os que não tiveram esse privilégio. Ele mostrou a fragilidade da linha da vida, como se fosse a nossa linha de 'in-goal' - só nossa sólida união pode defendê-las. "Isso que é rugby!", exclamou após tacklear um jogador do Alfaville que já estava em pleno ar para marcar o try. Que a lição fique com a memória.
Vai em paz amigo. Saiba que a dor é imensa, e a saudade, eterna. Leve nossas saudações a São Pedro e cia.
Brilhe com eles no campo vasto do céu.
Fernando Esteban

---

Marta Worthmann (de PORTUGAL)

Querido Felipe
Fiquei tão triste. Bendita seja a Internet que nos possibilita este tipo de contato.
HÁ TANTO TEMPO...Quantas vezes tenho falado de vc à minha filha ...por causa de vc odiar CEBOLA...uma vez disseste-me isso, que não podias nem comer biscoito mirabel pois só o barulho estaladiço fazia lembrar a cebola...ela diz-me sempre cada vez que come biscoitos waffle...igual ao teu amigo Felipe não é mãe ??
Saudades...de todos voces....aqueles anos 80....no oráculo....d. Dulce...a mãe sónia....tenho voces todos no meu coração.... Raul, Lulinha Tatau e família, FORÇA não os esqueço vces são parte da minha vida
Desta martinha que está do outro lado do atlantico e tem muitas saudades
beijos muito grandes e apertados

---

Paulo Eduardo "Monkey"Kneip (pra ele era só "Maquifa...") - jogador do Niterói Rugby

Beijos na careca, Felipão.
Don Felipe.
O Rei do Chute.
Olha por nós, querido irmão.
Beijos
Maquifa

---

Irmão (Anônimo)

E AGORA JOSÉ?
COMO PASSAR PELA MIGUEL DE FRIAS E OLHAR PARA AQUELE CAMPO ONDE JUNTOS PASSAMOS MUITAS GLÓRIAS E SORRIR?
O CHEIRO DA GRAMA QUE ME TRAZIA FELICIDADE FICOU MENOS PERFUMADO...
METER UM TRY NO LADO DA CASA E ESCUTAR O VELHO ASSOVIO NA VARANDA, JÁ NÃO É O MESMO SOM...
DESILUMINY...
É IRMÃO... SEMPRE A FINTA INESPERADA, DESCONSERTANTE...
PERDEU A GRAÇA...

---

Felipe "Cabeludo" - jogador do Niterói Rugby

Poucos sabem, mas Felipe Portugal foi a primeira pessoa a me receber no time do Niterói Rugby. . . me chamava de xará com seu sorriso gratuito estampado no rosto e muitas vezes me cedeu sua camisa de jogo para que eu jogasse no time juvenil. Quem nunca escutou das façanhas de Felipe dentro e fora de campo? Do penalty convertido de antes dos nossos 10 metros contra o Alpha em Guarapiranga? Das bolas em que ele fazia os jogadores adversários darem cabeçadas? Da primeira música criada para Nara?!
Pois é, para quem não conheceu o Felipe, ele era desses caras agregadores, querido por todos e admirado por muitos.
Com certeza aqueles que lhe acolhem lá em cima estão felizes e o Niterói Rugby junto com todos os outros que ficaram sentem o peso de sua partida.
Lulinha e Família Portugal, meus sinceros sentimentos e muita força nessa hora tão triste para todos nós. Um abraço imenso,
Felipe Margem.

---

Ian Turnbull - ex-jogador e um dos fundadores do Niterói Rugby

Nós nos despedimos Felipe, naquele sábado a tarde no SPAC, quando tive a honra e alegria de te ver vestindo a camisa do querido Rio Cricket. Fique com Deus amigo.
Raul, Lulinha e Tatau. Conheço a tristeza que os envolve neste momento desta grande perda mas, levantem a cabeça e sorriam. É assim que o Felipe os conheceu nesta terra e sei que é assim que ele quer que seja.
Meus sentimentos à família enlutada.
Um abraço.
Ian.

---

Wolney Junior - ex-jogador do Palmeiras (SP) e Niterói Rugby

GRANDE FELIPE PORTUGAL VOCE SEMPRE PENSANDO NA FRENTE
DOS OUTROS, RESOLVEU PREPARAR O CÉU ANTES PARA RECEBER
SEUS COMPANHEIROS RUGBISTAS QUE LOGO MAIS A FRENTE NO
TEMPO VAI SE JUNTAR A VOCE AI....PESSOAS IGUAL A MIM QUE
QUANDO CHEGEI A NITEROI VI EM VOCE UMA PESSOA CARISMATICA
SEM BAIRRISMO OU POSIÇÃO SOCIAL E QUE ME RECEBEU COM UM
SORRISO ESPONTÂNEO....TOMARA QUE QUANDO CHEGAR AI AONDE
VOCE ESTA O SEU SORRISO CONTINUE BRILHANDO
ATE MAIS VER FELIPE
WOLNEY

---

Amigo (anônimo)

Felipe,
É mais um grande amigo nosso partiu para “reforçar” o time do Niterói no céu, a esta hora você já está brincando e relembrando os grandes triunfos com os nossos amigos.
Felipe foi não só um dos maiores jogadores de rugby que este país já conheceu, mas também um dos maiores jogadores de futebol, um dos melhores advogados, um dos melhores filhos, um dos melhores pais e acima de tudo um dos melhores amigos que todos nós já tivemos.
Companheiro para qualquer hora, sempre estava disposto, para junto com todos, enfrentar os maiores desafios por nosso clube. Perder você Felipe, por tudo que você foi e sempre será em nossos corações, é com certeza um dos momentos mais tristes que temos na vida.
Nunca iremos nos esquecer de todos os seus momentos de genialidade que presenciamos dentro e fora de campo, toda a irreverência com que encarava qualquer um que tentasse te parar, você Felipe será sempre um ídolo para todos os que te conheceram, e pode ter certeza que também a todos que virão a compor o nosso clube.
Amigo vai e toma todas com a galera, faça um ótimo jogo, chute bem e seja, como sempre foi o melhor jogador da partida nos três tempos.
Beijo no coração amigo
---

Rogério "Jason" - jogador do Niterói Rugby

Em 1990, quando ingressei no time, Raul pediu a Felipe que me ensinasse a passar bola; de lá pra cá, tive, tenho e terei sempre profunda admiração pelo grande irmão Felipe: um jogador de rugby espetacular, um cara imbatível em melhorar meu humor, mesmo depois de um dia ruim.
Sempre que entro no nosso site me rejubilo de contentamento, desta vez fui nocauteado pela tristeza da despedida de Felipe.
Fique com Deus Felipão, força lula, do amigo Periquito das Arábias (tio jason)

---

Luis Felipe "Pitcho" - ex-jogador do Pasteur (SP) e Diretor Técnico da ABR

É com muito pesar que recebo esta notícia e gostaria de desejar as mais sinceras condolências a toda familia do Niterói Rugby Football Clube e principalmente ao estimado amigo Lulinha, companheiro de muito tempo e verdadeiro "homem de rugby".
Mais uma vez lamentando profundamente,
Luis Felipe Monteiro de Barros

---

Raul Portugal Neto - irmão de Felipe Portugal e ex-jogador do Niterói Rugby
Meus caros amigos (as),
Cinco dias depois, apenas hoje tive coragem de ler as mensagens carinhosas postadas no site do Niterói. Aproveito a oportunidade para agradecer o imenso afeto de todos pelo meu IRMÃO.
Realmente, Clérico (era como eu o chamava) era incrível, sensível, carinhoso, inteligente, habilidoso, hilariante, cômico, criativo, e muito mais....um campeão, um amigo, um grande irmão, como são Lula e Tatau.
Nesse momento, abro uma cerveja em sua homenagem.
Entre um gole e outro, enxugo as lágrimas que insistem em correr.
Ao mesmo tempo, um garotinho, ao meu lado, me puxa, me chama, PAIIIIIIIÊÊÊ!, sorrio para ele e digo: um minuto filho, papai está escrevendo para o tio Pipinho... papai já vai jogar com você.
A vida agora é assim, entre lágrimas e sorrisos.
Me despeço e agradeço muito a solidariedade de todos, e que a boas lembranças fique para sempre nos anais do esporte niteroiense.
Clérico tenho que ir lá pro jardim jogar bola com o zabunga (como ele chamava meu filho Nino Macário).
Beijos do primogênito e do seu segundo pai (como ele me disse ao completar 33 anos).
RAUL PORTUGAL NETO
Ps.: o Niterói Rugby, num futuro próximo, terá novos craques, que seguirão os ensinamentos do tio Lula e do tio Coruja, e óbvio, da família do Niterói Rugby, sempre iluminados lá de cima pela força espiritual e criativa do CARLOS FELIPE PICANÇO PORTUGAL.

---

Ricardo Lúcio "Lulinha" Portugal - irmão de Felipe e jogador do Niterói Rugby

Não foi por nenhum motivo diverso que não compareci aos treinos nem tão pouco correspondi as mensagens de solidariedade aqui depositadas, agradeço a força e conto com o auxilio de todos para superar as dificuldades que a vida nos interpõe.
Espero que façam um excelente jogo neste sábado, certos que estão em mente o peso de nossa camisa, e ainda que, "estamos" e "continuamos" juntos nesta estrada.
Bom jogo para todos os participantes.
Felipe e Lulinha

Última atualização em Qui, 22 de Janeiro de 2009 09:08
 
Colin Woodbury Turnbull PDF Imprimir E-mail
Avaliação do Usuário: / 23
PiorMelhor 
Escrito por Matheus Moreira   
Qui, 22 de Janeiro de 2009 08:56

 

Colin foi um dos maiores jogadores de rugby e handball que o Brasil já teve e uma verdadeira lenda não só do Niterói Rugby, mas do esporte amador. De família britânica, Colin começou a jogar rugby junto com seu irmão Ian no time da Associação Atlética Rio Cricket, do qual seu pai, James, também era jogador. Foi na casa de Ian (na rua Alameda 24 de Outubro 124, Sta. Tereza, Icaraí) que foi criado o Niterói Rugby Football Clube em dezembro de 1973, do qual ele e seu irmão foram dois dos fundadores.
Jogando de centro (nº 13), alto e forte, Colin se destacava também pela sua habilidade. Foi um dos heróis das primeiras conquistas do Niterói Rugby: o campeonato brasileiro da 2º divisão já no primeiro ano de existência em 1974, e o título brasileiro da primeira divisão em 1976 e 1978. A linha do Niterói Rugby dessas anos marcou época e até hoje é lembrada: adupla de centros Pedro Cardoso (primeiro centro) e Colin (segundo centro), recebendo bolas do abertura Zé Ricardo, e abrindo para o Maurício "escrema" na ponta, aterrorizava os adversários que dificilmente conseguiam conter os ataques do Niterói. Para completar o fullback Ian Turnbull tinha total tranquilidade para jogar atrás dessa muralha e apoio completo nos chutes, a única maneira que os adversários conseguiam passar. Como lembra Ian, um dos heróis daqueles grandes anos: "Era uma sensação fabulosa vendo o Pedro e Colin avançando e passando a bola até, de forma totalmente surpreendente e inesperado, devido ao seu entendimento e entrosamento no Handball, segurar bola de Rugby com uma mão e passar pelas costas, sem olhar. Era lindo de assistir."
Definitivamente um dos melhores jogadores de rugby do Brasil, Colin integrou diversos selecionados como a Seleção Brasileira Juvenil que disputou o II Campeonato Sul Americano Juvenil de 1974 (quando o Brasil ficou em 4º lugar após vencer o Paraguai por 17 X 7), Seleção Carioca de 1978 e a Seleção Brasileira Principal em 1977 e 1979.
Professor de Educação Física, Colin foi responsável pela criação de escolinhas de Rugby nos colégios da cidade que revelaram jogadores que fizeram com que o Niterói Rugby se tornasse a maior potência do Rugby Brasileiro na década de 80.
Mas Colin também brilhava nas quadras do handball e foi um dos responsáveis pela criação do time do Niterói Rugby Handball - a "fábrica de títulos", pelo qual foi Bi Campeão Estadual em 1981 por antecipação após vencer o Flamengo por 13 x 12. Diversas vezes convocado para a Seleção Brasileira de Handball, Colin participou do selecionado vice-campeão Pan Americano em 1981 e da Copa Latina, na Itália, na cidade de Teramo em 1974. Jogando certa vez na Europa, Colin foi considerado o terceiro arremesso mais potente do mundo.
Em 20 de março de 1982, o carro em que Colin viajava para Cachoeira de Macacu foi atingido por um caminhão e o Niterói Rugby perdeu um dos seus maiores jogadores e amigos.
Ele morreu com 27 anos. O desastre sensibilizou todos que o conheciam.
Em sua homenagem foi realizado um jogo de handball em 26 de março entre Niterói Rugby e Seleção Carioca com vitória do Niterói por 22 a 13. A Associação Brasileira de Rugby - ABR - instituiu em sua homenagem um troféu a ser dado ao melhor jogador de cada temporada a partir daquele ano. O "Troféu Colin Woodbury Turnbull" foi entregue aos seguintes jogadores nos quatro anos seguinte: Paul Bishop (SPAC) 1982, Cláudio Furusho (Alpha) 1983, Guy M. Cowan (SPAC) 1984 e Mário Domingues (Band) 1985.
No estádio Caio Martins, em Niterói, foi construída uma quadra de futebol de salão, handball e basquete, inaugurada pelo então secretário de esportes Jorge Roberto Silveira, batizada de "Quadra Polivalente Professor Colin Woodbury Turnbull". A quadra existe até hoje e uma placa eterniza a homenagem.

O legado que Colin deixou foram seus muitos e grandes amigos, além das histórias lendárias.
Após seus falecimento, foi realizado um jogo em sua homenagem e no terceiro tempo todos os jogadores foram para o tradicional restaurante Steak House, em Icaraí. Num dado momento, um dos jogadores decide refazer um tradicional brinde escocês que consiste em levantavar o copo, bradar "Viva o Rei da Escócia", beber e jogar o copo por trás do ombro para ser quebrado pois dele ninguém mais pode beber.
O primeiro então se levanta da cadeira e grita: "Ao Colin!!!!", e um primeiro copo é quebrado. Todos os outros passam a repetir o gesto, primeiro com os copos, mas logo depois também com os pratos, cadeiras e o que tivesse pela frente. Lá pelas tantas, alguém procura o Sr. Élton, dono do restaurante e amigo do pessoal, preocupado: "Faça alguma coisa. Eles estão quebrando tudo." Élton não tem dúvidas, pega um copo e grita: "Ao Colin!". E mais um copo é quebrado.



Os seus amigos do Niterói Rugby, saudosos, despediram-se com uma carta:

"Colin, Você já deve ter chegado aí no céu (só poderia ir para aí), vê se dá logo uma peitada em São Pedro, bota esse dedo grosso e sem unha no nariz dele e diz quem você é, mas duvido que você faça isso, você prefere um papo. Dizem que ele é grandão e forte mas duvido que seja mais que você. Estou fazendo uma confusão tremenda com o tempo do verbo. Também, sábado estávamos juntos treinando (porque é que você não teve uma fratura exposta, igual à de João, naquele treino?) cheio de planos, e hoje você está viajando, prá perto, eu sei, só não sei quando a gente vai se encontrar de novo, não sei quando, mas tenho certeza que nos reencontraremos, e aí vamos fazer juntos uma coisa que nunca nos permitiram fazer, vamos cruzar com todas as equipes do mundo, vamos ver se estes russos, alemães, cubanos, todos são bons mesmo como falam; e a gente vai ganhar! Se não ganhar na bola, ganha na porrada, ou então no copo. Colin, mais uma vez o juíz (da vida) errou contra nós, deixou aquele caminhão vir cheio e tirar você do campo. Se ele vêm vazio você não saia e a gente não perdia aquele jogo. Colin, dá um tempo que a gente vai se encontrar de novo, vai preparando o terreno, tomando umas biritas (vê se muda, ô cuba-libre) contando pro pessoal aí das nossas farras, da nossa amizade. Prepara o circo que a gente já chega aí, prá então juntos, virar este céu de cabeça pra baixo.
Tchau Escocês, até logo.

A RAPAZIADA"

Última atualização em Qui, 22 de Janeiro de 2009 09:08
 


Banner

Próximo jogo:

 - 

 


 


 

 Último jogo:

02/09 - Niterói

Super 10 - Disputa de 9º lugar

 

Niterói/UFF 31 v 11 BH Rugby

 

      

 

  

NRFC - Niterói Rugby Football Clube

Copyright © 2017 NRFC - Niterói Rugby Football Clube. Todos os direitos reservados.
Joomla! é um Software Livre com licença GNU/GPL v2.0.