Técnico
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Escrito por Nei Vasconcelos   
Ter, 14 de Julho de 2009 14:19

O Niterói Rugby, cumpriu seu papel no Campeonato Fluminense e para quem pensa que estou falando das vitórias e do título, se engana! Não que eles não sejam importantes... não que não os tenhamos merecido, mas se o nosso principal objetivo é o Brasileiro, nosso objetivo deveria ser a melhor preparação possível e acho que o atingimos, não só pelo nosso jogo consistente, mas também pelo nível elevado dos jogos e dos adversários! Isso me remete ao nosso papel no cenário do rugby fluminense, que deve ser como equipe mais estruturada e desenvolvida, o de também ajudar as equipes emergentes e mais novas a crescerem dentro do nosso pequeno universo esportivo estadual.
Qualquer um que nos desconheça, se espanta com o nível que conseguimos manter, mesmo sem jogar com os grandes do cenário nacional, mas este espanto cabe apenas aos desavisados, aos que, como eu disse acima, não nos conhecem, não sabem quem somos, nem as dificuldades que enfrentamos, nem as diversas virtudes que nos fazem estar onde estamos apesar das muitas dificuldades! Não conhecem a nossa família!
Mais um campeonato se aproxima, com as mesmas mazelas e armadilhas de sempre, com tudo contra nós de novo. Para mim, sinal do respeito que conquistamos e merecemos!
Parabéns Niterói, parabéns ao time, parabéns à família!
Agora vamos trabalhar, porque o nosso futuro é negro...  e vermelho!

 
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Escrito por Matheus Moreira   
Qua, 01 de Abril de 2009 11:12

Niterói x Rio, por Nei Vasconcelos:

O jogo começou em um ritmo acelerado, com a equipe do Rio Rugby se esforçando bastante para conter a nossa equipe, que mantendo a disciplina tática atacou sem muita contundência, porém calculadamente e sem se expor a entregar a posse de bola ao adversário, que no ímpeto de nos conter, nos cedeu alguns penais, dos quais um foi convertido no primeiro tempo! No segundo tempo, o desgaste físico, foi gradativamente minando as defesas do adversário e os tries começaram a acontecer. Criando espaços e atacando com velocidade, na linha e segurança nos forwards, conseguimos construir um bom placar para o primeiro jogo do Carioca deste ano! A equipe está de parabéns pela disciplina tática e individual e pela capacidade de controle do jogo que pela primeira vez começamos a demonstrar em campo. Isso é muito importante para uma equipe que quer vencer! Niterói 37x0 Rio Rugby. Gostaria de ressaltar a boa atuação do árbitro, que apesar de inexperiente, soube controlar a partida e punir a indisciplina quando necessário, sem se esconder em nenhum momento!

Última atualização em Qua, 01 de Abril de 2009 11:18
 
A paixão pelo Rugby PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Fernando Esteban*   
Qui, 22 de Janeiro de 2009 08:30

É difícil explicar completamente a paixão que um jogador sente pelo seu esporte. A tarefa se torna mais difícil ainda se esse esporte é o Rúgbi.

Visto como violento e sem regras definidas, nosso esporte sofre de muito preconceito, principalmente no Brasil, onde é constantemente confundido com o Futebol Americano, acarretando um desconhecimento sobre ele. Para quem não sabe reconhecer as diferenças, lá vai: no Rúgbi não se usa capacete nem proteções no corpo, os passes com as mãos só podem ser efetuados para trás, e o único jogador que pode ser derrubado é o portador da bola; já no Futebol Americano, o contato é permitido para todos os jogadores e os avanços são feitos basicamente através de lançamentos para frente (o que no Rúgbi é totalmente proibido). Existem outras diferenças importantes, como número de jogadores, marcação de pontos, formações do jogo... mas, para o nosso caso, estas já bastam.

Ao praticar Rúgbi, nos envolvemos em um esporte diferente, extremamente coletivo, onde a força se alia com a velocidade e a técnica, dando chance para qualquer um participar, já que os jogadores podem ter qualquer tipo físico. Isso faz do jogo um esporte extremamente democrático, pois o "craque" precisa do trabalho dos jogadores menos "habilidosos" e mais fortes para pôr em prática o seu talento. Com isso aprendemos a trabalhar em equipe, e a valorizar as diferenças individuais. A conseqüência desta valorização da diversidade, e o mais importante neste esporte singular, é a sua filosofia, que transcende as regras, se manifestando em um estilo de vida baseado na união e na camaradagem, e é justamente isso que encanta no Rúgbi: o jogador realmente apaixonado vive intensamente este estilo de vida, encarando suas regras como norma de conduta, em respeito, antes de tudo, ao próprio jogo. Uma prova disso é a existência (obrigatória) do terceiro tempo, onde as equipes se confraternizam, trocam presentes, experiências, cantam e fazem brincadeiras; isto é o que mantém a essência do esporte, deixando a possível "brutalidade" dentro de campo. É muito raro um jogador que saia aborrecido de campo não participar do terceiro tempo. Além disso, ele é considerado como parte do jogo, existindo uma espécie de competição entre as equipes. Vale a pena dizer, ainda sobre o terceiro tempo, que eles são particularmente bons em jogos internacionais, pois o intercâmbio - em todos os níveis - pode ser muito maior. Para o Niterói Rugby, tem sido muito importante esse intercâmbio com equipes de outros países, pois o time ganha maturidade, tanto em relação à parte tática, quanto em relação ao espírito que, como já salientamos, é muito importante para o desenvolvimento desse esporte.

É por tudo isso que alguém que tenha sido rugbier dificilmente deixa de sê-lo, pois continua a praticar os princípios do Rúgbi no seu dia-a-dia.



* Jogador do Niterói Rugby desde 1985, foi durante muito tempo
treinador do time juvenil e também do time feminino. Em 1998 rompeu os
ligamentos do joelho e só retornou aos campos em 2004. Meio-scrum do Niterói hoje, Fernando foi também técnico do time masculino principal de 2001 a 2005.
 


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