Lição de Vida
Escrito por Matheus Moreira   
Sex, 23 de Janeiro de 2009 09:57
Um garoto vivia sozinho com sua mãe,ambos tinham uma relação extraordinária e muito especial. Este garoto fazia parte da equipe de Rugby de seu colégio, ainda que geralmente não tivesse a oportunidade de jogar: bom, na verdade, quase nunca.
Sem falta, sua mãe permanecia sempre pelas grades do campo lhe fazendo companhia. O garoto era o menor e mais fraquinho dos da sua idade e insistia em participar da equipe do seu colégio e sua mãe sempre lhe dizia com clareza que "ele não tinha que jogar rugby e para falar a verdade ela não o queria jogando" Mas o garoto amava o Rugby, não faltava a um treino nem tampouco a nenhum jogo ! Estava decidido a dar o melhor de sí, alegre e introsado com seus companheiros e com a camisa que defendia e com o RUGBY !!!
Durante toda a sua vida nas divisões ascendentes, lhe chamaram como o "Esquenta Bancos",por ser o que sempre permanecia sentado... Sua mãe com seu espírito lutador e abnegado, estava sempre nas grades, lhe fazendo companhia, dando-lhe palavras de carinho e o maior apoio que filho algum poderia esperar !
Quando ele começou a Universidade, tentou entrar para a equipe de Rugby, com todos certos que não conseguiria... ...mas venceu a todos conseguindo entrar. O treinador lhe deu a notícia, admitindo que o havia aceitado pois ele demonstrava entregar seu coração e sua alma em cada um dos treinos e exercícios e ao mesmo tempo dava aos demais membros da equipe o exemplo e entusiasmo perfeitos. Com seu coração cheio de alegria ele correu ao telefone mais próximo e, emocionado, ligou para a sua mãe, com quem compartilhou aos prantos a boa notícia.
Em todas as temporadas, ele lhe enviava todos as datas e detalhes pra que ela pudesse assistir a todos os jogos na Universidade. Era um jovem muito persistente, nunca faltou a um treinamento nem a um jogo sequer durante os 5 anos que passou na Universidade, e nunca teve a chance de participar em nenhum !!
Estava chegando a final da temporada e alguns minutos antes de começar o primeiro jogo das eliminatórias, o treinador lhe entregou um telegrama. O jovem o abriu e começou a lê-lo, fez silêncio... engoliu sêco e tremendo disse ao treinador: "Minha mãe morreu esta manhã. haverá algum problema se eu faltar ao jogo de hoje?" O treinador lhe abraçou e lhe disse: "Tire o resto da semana livre, meu filho. E nem pense em aparecer no sábado".
Chegou o sábado, o jogo não ia nada bem... No segundo tempo, quando a equipe já tinha 10 pontos de desvantagem, o jovem entrou no vestiário e quieto, colocou seu uniforme, amarrou bem suas chuteiras e correu até onde estavam o seu treinador e seus companheiros de time, que ficaram impressionados ao ver seu amigo lutador de volta !!!
"Treinador, por favor, me permita jogar... eu tenho que jogar hoje !!" implorou o jovem.
O treinador fingiu não escutá-lo. de nenhuma maneira ele poderia permitir que seu pior jogador entrasse justo na partida decisiva para as eliminatórias. Mas o garoto insistiu tanto que, finalmente o treinador, sentindo pena, aceitou: "Ok, filho, pode entrar, jogue de wing(ponta) e o campo é todo seu". Minutos depois o treinador, equipe e público, não podiam acreditar no que estavam vendo. O pequeno desconhecido, que nunca havia jogado uma partida, estava fazendo tudo perfeitamente, brilhantemente, ninguém conseguia detê-lo em campo, tackleava como ninguém e corria facilmente como uma estrela cadente.
Sua equipe começara a recuperar-se até que conseguiu o empate. A segundos do final, o garoto interceptou um passe e correu todo campo até fazer o try e seu time passou à frente. As pessoa que estavam na grade gritavam emocionadas, e seu time acabou ganhando. Seus companheiros lhe carregavam aos ombros por todo o campo. Finalmente, quando tudo terminou, o treinador notou que o jovem se encontrava num canto do vestiário sentado, calado e só em um dos bancos. Chegou perto e lhe disse: " Meu querido, não posso nem acreditar, estiveste fantástico !!! Me diga,como conseguiu??. O jovem olhou pra o treinador e lhe disse: " Você sabe que minha mãe morreu... mas... sabia que ela era cega??" O jovem fez uma pausa e tornou a sorrir... " Minha mãe assistiu a todas as minhas partidas, mas hoje foi a primeira vez que ela me viu jogar... ...e eu sabia que eu realmente poderia fazê-lo"...
 
As Chuteiras de Augustín Pichot
Escrito por Matheus Moreira   
Sex, 23 de Janeiro de 2009 09:56
No último Seven Internacional, acontecido na Argentina, aconteceu uma situação que não muitos souberam, mas vale a pena divulgar para ressaltar os valores do mais carismático e um dos melhores meio-scrums da atualidade.
Augustín Pichot, é dele que estamos a falar, sofrendo por uma dor terrível no seu dedão do pé direito, havia abandonado o campo de jogo e se encontrava junto aos reservas de seu time. Ao término de um dos jogos, foi festejar com seus companheiros, descalço, deixando "sozinhas", ao total abandono, suas chuteiras nas imediações do banco.
Um dos gandulas ( ballboys, como são chamados na Argentina ) que participava do evento, as viu e com a vontade de ter algo de seu ídolo, não pensou duas vezes e colocou-as rapidamente em sua bolsa as levou para sua casa. Chegando em sua cidadezinha, saiu logo contando para sua mãe e seus amigos o seu feito e a notícia correu solta, até chegar aos ouvidos do pessoal de seu Clube.
A direção de seu Clube, entrou em contato via e-mail com o jogador do Bristol, clube no qual joga Pichot, lhe pedindo mil desculpas pelo acontecido, se oferecendo a enviar as chuteiras o mais breve possível e ainda suspender o tal garoto por 6 meses.
Muitos pensaram que Pichot não contestaria, mas veio a fazer muito melhor. A verdade, três vezes melhor. Pichot lhes mandou uma carta, dizendo-se que não era ninguém a poder julgar a travessura do garoto, mas quem realmente deveria fazer algo sim, era a mãe do garoto e lhe pedia para dar-lhe um bom castigo, para que não voltasse a cometer destes atos. E por terceiro, avisava ao garoto que iria pessoalmente à sua cidade buscar as suas chuteiras. Quem leu a severa carta ficou espantado, à primeira vista, pois a carta é exemplificadora e mostra de corpo inteiro o que se deveria esperar de um Rugbier. Todos sabemos que a ele não faz falta um par de chuteiras, pois a melhores marcas se matariam para calçá-lo. Mas é muito bom que tenha surgido o assunto, ainda que na Argentina os tempos são de vacas magras, a lição de moral, hombridade e justiça a que foi dada a esse garoto deveria ser o se passa a cabeça de cada um que pratica este esporte de cavalheiros.
 
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