Grandes Nomes
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"Grandes Nomes"

O principal objetivo desta categoria é contar a história do handebol do Niterói Rugby a partir da história dos grandes nomes do clube, sejam eles atletas, treinadores ou dirigentes. Nossa grande preocupação é que sabemos que no esporte coletivo todos os integrantes de uma equipe têm a sua importância, são elos de uma corrente. Por isso nossa tarefa é ingrata, pois inicialmente, corremos o risco de não falar de algum “herói” do nosso clube. O tempo e as pessoas saberão corrigir as nossas falhas, temos certeza.

Decididamente, é pela grandeza da vontade de acertar que estaremos falando da trajetória esportiva dessas pessoas, que em algum momento da sua vida se dedicaram ao handebol e ao Niterói Rugby. Atletas talentosos e dedicados, dirigentes e abnegados professores, a todos os nossos guerreiros, muito obrigado!!!

Para inaugurar falaremos do craque Marcelo Tinôco, "Campeão Brasileiro Juvenil". Armador esquerdo e capitão da equipe em 89, primeiro título nacional do handebol no Niterói Rugby. O Tinôco foi artilheiro e melhor jogador dessa competição. Aguardem!!!

 

 

 
Grandes Nomes: Marcelo Tinôco PDF Imprimir E-mail
Marcelo Tinôco

Nesse nosso projeto de resgatar a história do handebol no Niterói Rugby, resolvemos contá-la a partir da relação dos personagens com o clube.  Iniciaremos nossa jornada entrevistando Marcelo Tinôco, bicampeão Brasileiro pelo NRFC (Juvenil 89 e Junior 91).

                                Foto: Marcelo Tinôco  recebendo a medalha de Campeão Brasileiro Juvenil, 1989.

Tinôco sempre foi um atleta carismático e muito talentoso, com 17 anos já jogava na equipe adulta do clube, recentemente ele nos procurou atrás do jogo que marcara a sua vida de atleta, a final do Brasileiro de Clubes Juvenil de 1989, entre o NRFC (RJ) e o E.C.Pinheiros (SP). O jogo, realizado na quadra do Colégio Salesianos, em Niterói, ainda não conseguimos encontrar, mas tínhamos em arquivo outros jogos com a sua participação, inclusive Jogos do Mundial Junior em 1991, na Grécia, defendendo a seleção brasileira. Nos encontramos posteriormente para presenteá-lo com os jogos e gentilmente Tinoco falou um pouco do título de 89 e da sua relação com o Niterói Rugby. Leiam o que ele disse!!!

NRFC: Como foi o seu início no handebol?

Tinôco: Comecei a jogar handebol na escola aos 12 anos de idade, acredito que motivado pela dinâmica e muitos gols característicos do esporte, por certa facilidade adquirida da prática do tênis, com uma eficiente mecânica do movimento de arremesso, e principalmente pelo divertimento junto dos meus colegas da escola pelas inúmeras vitórias e títulos escolares que logo conquistamos. Importante observar que nesta época formamos uma equipe de excelente nível técnico, tático e coletivo, além de muito unida, vencedora em todas as categorias que disputou, equipe esta muito bem treinada pelo professor Marcelo Nardino (Instituto Gay-Lussac). Sabemos que todo desportista costuma se espelhar em algum jogador, que gostaria de jogar tão bem quanto ou melhor que ele um dia, desta forma, não poderia deixar de lembrar que tive o Luis César Horta como ídolo nesta época da escola.

 

NRFC: O que representou pra você ter conquistado o 1º título brasileiro do clube em 1989 e ter sido eleito o melhor jogador e artilheiro da competição?

Tinôco: No dia 16/09/1989 vesti o uniforme do jogo da final contra o Pinheiros logo após o almoço, ou seja, eu estava pronto para disputar o título com quase 7 horas de antecedência! Este comportamento impressionou alguns companheiros, mas refletiu o nível da minha ansiedade, concentração e principalmente do desejo de sermos os primeiros campeões brasileiros da história do Niterói Rugby e do handebol masculino de clubes do Estado do Rio de Janeiro. Certamente contribuiu para disputar este título com vontade redobrada o fato de eu não ter participado do campeonato brasileiro juvenil do ano anterior, realizado em Caxias do Sul, em 1988, pois fui proibido pelo meu Pai de viajar com a equipe (nem lembro as razões deste castigo). O cenário da conquista não poderia ser melhor : campeões vencendo o Pinheiros pela segunda vez no mesmo campeonato, considerado o melhor time juvenil do país na época, recém chegado de uma temporada de jogos pela Europa e com os seus três armadores titulares recém convocados para a seleção brasileira juvenil. Conquista obtida num festivo palco armado na quadra do Salesianos de Niterói, lotada de torcedores e alunos de todas as escolas e idades, com a presença de muitos torcedores que antes nunca haviam assistido a uma partida de handebol, por exemplo, com a presença de vários amigos surfistas de Itacoatiara. Todas estas pessoas lotaram o ginásio de esportes do Salesianos fazendo questão de incentivar o Niterói Rugby que através do Handebol e do Rugby sempre representou de forma fiel e apaixonada a nossa cidade. Neste campeonato brasileiro que contou com 12 equipes de diversos Estados do país (que até aquele momento era o maior evento na história do handebol juvenil de clubes), surpreendemos aos demais adversários apresentando o melhor esquema de jogo coletivo do país, tanto defensivo quanto ofensivo, muito bem treinado pelo excelente professor Brasil (Centro Educacional de Niterói), fortalecido pelos desempenhos individuais do melhor goleiro do país o Marcelo Couto (Cotó) e também pelo meu desempenho, que marquei 9 dos 17 gols na vitória de 17 x 14 sobre o Pinheiros na final, mesmo tendo sido marcado individualmente quase o jogo todo pelo Mineiro, armador direito e melhor jogador do Pinheiros e da seleção brasileira. Vale observar o desempenho decisivo também do nosso ponta direita o Marco Paulo (Kibe), que, na defesa, praticamente anulava os melhores atacantes adversários (como fez com o armador direito Mineiro) e no ataque utilizava de inteligência saindo da sua posição para bloquear meu marcador e me entregar a bola, possibilitando os meus gols e/ou atrair outros marcadores  abrindo espaços para outros companheiros, como costumava fazer para os sempre bem posicionados Marcelo Vianna (Pulga), Rodrigo (Cabeçudo) e/ou Célio (Celinho), pivot, armador central e armador direito, respectivamente. Costumo ainda brincar com o Celinho dizendo que pelo menos 50% dos gols feitos na carreira dele foram provenientes dos meus passes (ele nunca negou...). A conquista deste título sem dúvida foi um dos momentos mais emocionantes e gratificantes da minha vida, oportunidade em que colaborei de forma direta e decisiva para a realização um sonho antes considerado impossível para o handebol masculino do Niterói Rugby e do Estado do Rio de Janeiro. Entendo que este título tenha sido o estopim da explosão do handebol que aconteceu em Niterói nos anos seguintes, com o Niterói Rugby conquistando mais 3 títulos brasileiros e a quantidade de praticantes do esporte crescendo consideravelmente nas escolas de Niterói, efeito que poderia ser medido pelo grande número de carros com adesivos do Niterói Rugby que passaram a ser vistos pela cidade. Tais conquistas viabilizadas pelos trabalhos competentes que vinham sendo realizados pelos técnicos (Brasil, Chacrinha, Goldoni, Nardino, Wanderley, Weber, entre outros) das divisões de base das escolas da cidade, sendo aproveitado pelo Niterói Rugby. Coincidentemente ou não, penso que deste momento em diante, da conquista deste inédito título brasileiro em diante que o handebol do Estado do Rio de Janeiro passou a ganhar maior atenção e respeito dos consolidados pólos do handebol no país (São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul), pois passamos a colocar periodicamente jogadores na seleção brasileira, como no meu caso, por exemplo, que fui convocado para a seleção brasileira júnior nos anos de 1989, 1990 e 1991, tendo participado em 1991 (no mesmo ano em que fomos campeões brasileiros júnior) da primeira seleção brasileira a disputar um campeonato mundial júnior na história do handebol brasileiro, mundial este realizado na Grécia. Não poderia deixar de comentar sobre certa sensação de dever cumprido e orgulho que sinto pelo Bruno Souza ter se tornado o melhor jogador da história do handebol brasileiro e um dos melhores do mundo. Lembro quando dizia para ele durante os treinos no Niterói Rugby, no período de 1989 a 1992, quando ainda franzino e não muito técnico, que enxergava nele uma facilidade incrível e fora do comum para jogar handebol e que certamente jogaria melhor do que eu. Infelizmente parei de jogar handebol em 1993 para concluir a faculdade de administração e não acompanhei de perto a explosão do Bruno Souza, mas tive enorme satisfação quando soube que logo depois ele começou a se destacar em São Paulo e que amigos da seleção brasileira se perguntaram se o Bruno seria irmão do Tinôco, por alguma semelhança de comportamento e/ou característica em quadra, talvez adquirida nesta época que considero ter contribuído de forma positiva para a melhoria do handebol em nossa cidade, com bons valores apresentados dentro e fora de quadra.  

 

                       Foto: Final do Brasileiro Juvenil 1989: Niterói Rugby x E.C.Pinheiros


NRFC: Fale um pouco do que o Niterói Rugby foi pra você.

Tinôco: Considero determinante na minha vida pessoal e profissional os conceitos e valores adquiridos na minha formação enquanto treinava e jogava handebol com os meus amigos na escola e principalmente no Niterói Rugby: Determinação, Concentração, União, Obediência, Responsabilidade, Disciplina, Respeito e Metas. Dispensando assim maiores comentários. Muito importante também observar as diversas oportunidades que tive de conhecer as principais cidades e estados do Brasil disputando torneios e campeonatos pelo clube e ainda fazendo novos amigos. Mesmas oportunidades que tive também no exterior, especificamente na Europa, onde permaneci por 75 dias na seleção brasileira júnior de 1991, convocado como jogador do Niterói Rugby e atual campeão brasileiro, viajando por várias cidades e países da Europa para treinar para o campeonato mundial júnior da Grécia. Ou seja, tenho total gratidão e reconhecimento pelo importante aprendizado adquirido jogando (e me divertindo) pelo NRFC!    

 

Valeu Tinôco, o Niterói Rugby conta com a sua força!!!

Obrigado!!!! 

 
Grandes Nomes: José Ricardo PDF Imprimir E-mail

No Zonal classificatório para o Brasileiro Adulto da 1ª Divisão, além da classificação conquistamos algo muito maior e valioso, conseguimos trazer para as quadras pessoas importantes do nosso clube, amigos que construíram a história do Niterói Rugby e que já vestiram o manto rubro-negro. Dentre eles, um dos nossos grandes atletas, José Ricardo. Segue a entrevista combinada na Festa Julina do Niterói Rugby.

                        

Fotos: Campeão Estadual de 1981 e Campeonato Brasileiro Master 2007.

NRFC: O que acha do Projeto "Grandes Nomes" do Handebol do Niterói Rugby?

José Ricardo: Fico orgulhoso em ser lembrado e de participar deste resgate histórico de nosso clube, pois realmente vivi talvez os melhores momentos em títulos do Niterói .

NRFC: Como foi o seu início no Handebol?

José Ricardo: Minha estória começou em 1967 quando entrei para o C E de Niterói e aprendi o handball com o professor Enéis, sendo que um ano depois o Ronaldo Goldoni iniciou como professor e como técnico do colégio.  Entre 1968 até 1973 ganhávamos todas as finais entre as escolas de Niterói e tínhamos no Liceu Nilo Peçanha nosso maior adversário (João e Maurício lá jogavam), no time joguei com Colin e Pedro que eram da minha turma do CEN e mais Roque, Marcelo, Michael, Acyr, Joberto, Luiz Cláudio, e outros amigos mais.  Fiz parte do time que tirou terceiro lugar em 1973 nos então Jebs em Brasília.

NRFC: Depois da época escolar como foi a sua trajetória esportiva?

José Ricardo: Passei para medicina na UGF e fiz todo o meu curso como bolsista integral jogando pela Universidade, fomos hexacampeões dos Jogos Universitários do Rio de Janeiro, participamos de vários torneios em São Paulo (Pinheiros , Sírio). Em todos os anos de universidade representei o Estado do Rio nos Jub`s, tendo conquistado três terceiros lugares e um campeonato brasileiro no Maranhão. Como participante do handball em clubes iniciei no clube Português de Niterói onde o grupo do CEN só ficou por um ano, mudamos para o Flamengo e conquistamos o tetracampeonato seguido. Resolvemos jogar em um time de Niterói, daí o Niterói Rugby. Agora éramos campeões de clubes pelo Niterói batendo em jogos emocionantes o Flamengo.

NRFC: Você também jogava Rugby? Como era a relação entre Rugby e Handebol?

José Ricardo: No rugby fui tetracampeão brasileiro, jogávamos no sábado e no domingo da mesma semana com os times em São Paulo, sendo que nas noites de sábado sempre saíamos para a farra e mesmo assim ganhávamos mais nos jogos de domingo. Viajei com Pedro, Colin e China (Ricardo Katsumi) pela seleção brasileira de Rugby para a Argentina e Chile, ficamos em terceiro lugar, perdemos da Argentina de lavada e do Chile com um placar mais apertado. Fui convocado duas vezes para seleção brasileira de handball, chegando a treinar em São Paulo nessa ocasião, porém pedi dispensa pois o curso de medicina não permitia conciliação com a concentração.  Sou sócio fundador do Niterói e praticava o rugby ao mesmo tempo que o handball. A formação do Niterói Rugby se deu com a concentração dos atletas do Rugby com os do Handball em um só clube.

NRFC: Você tem acompanhado os jogos de handebol do Niterói Rugby?

José Ricardo: Assisti ao jogo do time adulto recentemente e gostei , não assistia a mais de cinco anos talvez. Vejo que a falta de frequencia em jogos e falta de intercâmbio com equipes de outros estados talvez possa justificar as oscilações da equipe, porém a achei muito competitiva.

Um grande abraço, bom trabalho e muita sorte com essa equipe de guerreiros que com certeza honrarão o nome do glorioso Niterói Rugby.

José Ricardo

 


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