Thiago William destaque do Niterói Rugby PDF Imprimir E-mail

   

 

O atleta Thiago William de Almeida é um exemplo de que existem atletas que não foram criados na base do clube, mas que incorporam e personificam o espírito do Niterói Rugby e passam a ser referência de dedicação e comprometimento com a nossa tradição esportiva. Atualmente muito nos honra ter atletas do Rio de Janeiro que atravessam a ponte, enfrentando um engarrafamento enorme, para treinar no Niterói Rugby e compor a nossa equipe adulta masculina.

O William foi recentemente convocado para participar da próxima fase de treinamentos da seleção brasileira de handebol de areia, que acontecerá em São Paulo no período de 10 a 19 de março.

Jogador voluntarioso e versátil, mostra que tem condições de defender a seleção e seguir brilhando nas quadras e nas areias do Brasil e do Mundo. Segue a entrevista com o nosso craque e atual ídolo do clube.

 

Como foi o seu início no handebol?
Como a maioria, comecei com o handebol no colégio. Meu primeiro contato foi numa olimpíada da escola no ensino fundamental. Curiosamente, a primeira participação foi como goleiro. É claro, não obtive êxito nessa olimpíada (risos).

Na mudança de colégio, ainda no fundamental, o contato com o handebol e demais esportes ficou mais próximo. Essa escola disputava alguns campeonatos estudantis, portanto além das aulas normais tinha os treinos.

Foi nesse momento que fui convidado, junto com mais uns amigos, a participar de um projeto voltado para o handebol do prof Marcio Tristão, no Colégio Herbert de Souza, na Tijuca. No ensino médio fui estudar nessa escola, e lá além de disputar as principais competições escolares do Rio, e ser figura certa na quadra do colégio (risos), conheci pessoas incríveis e vivenciei momentos únicos. Momentos esses que o esporte e o handebol me proporcionaram.


Como veio jogar no Niterói Rugby?
Eu fazia parte da equipe do técnico Luciano Peçanha desde 2007. (América, Vasco, entre outros). Assim que ele foi convidado para retornar ao Niterói Rugby como treinador em 2010, recebi o convite de acompanhá-lo nessa nova empreitada. Sabendo da qualidade do trabalho e do renomado clube, prontamente aceitei, além de me sentir prestigiado.


Já conhecia o NRFC? A imagem que tinha do clube realmente refletia o que você pensava?
Conheci o NRFC por relatos sobre sua tradição e poderio ainda no colégio. Uma situação que não esqueço e não me lembro de ter contado: 
Meu treinador na época de escola, Wellington Rodrigues, uma vez comentou sobre o NRFC. Ele falava sobre o grito de guerra, um grito único e tradicional do NRFC. Ele dizia que a forma com que era bradado era marcante aos adversários e aos espectadores.
Aquilo não saiu da minha cabeça. 
No NRFC percebi a dimensão da coisa. É uma carga de paixão, amizade e vibração de atletas, ex-atletas e torcedores que é impossível (quem vem de fora e não criado no clube) não se contagiar. Gritar "Téróói Rug!" é arrepiante. Vestir e vencer com essa camisa é uma sensação inexplicável. Sem dúvidas é um clube diferente.


Nesses últimos anos você participou de várias conquistas do clube, qual é a mais significativa?
O primeiro Campeonato Estadual em 2010. Eu e o NRFC precisávamos daquele título. O NRFC pelo jejum de vários anos e eu por ter amargurado o vice no ano anterior e mais alguns vices em campeonatos paralelos. A responsabilidade e a pressão eram maiores, mas deu tudo certo.


No ano passado você foi considerado por muitos jogadores da equipe como o melhor jogador da final e agora acaba de ser convocado pela seleção brasileira de Handebol de Areia, a que atribui esse bom desempenho?
Sinto-me muito feliz e prestigiado. Agradeço de coração pela consideração dos amigos e por mais uma oportunidade na seleção. 
Eu acho que é muita coisa envolvida. Mas posso atribuir grande parte ao treinamento. Treinei bastante, em quantidade e qualidade. Cheguei a ter períodos de 5/6 treinos por semana e os profissionais envolvidos nesses treinamentos foram os melhores possíveis. 
E tanto na quadra como na areia, tenho muito prazer em jogar e treinar. Acredito que isso faça diferença.
Então possivelmente atribuo a uma mescla de trabalho, paixão e oportunidade.


Como está a equipe do Niterói Rugby para a temporada 2013?
Estamos trabalhando e estamos bastante otimistas.  
Mantendo a base tricampeã do Rio, o retorno de alguns bons jogadores ao clube que não participaram da temporada passada e a incorporação de atletas recém formados na base do clube, estamos conseguindo montar um bom grupo para a temporada vigente. O projeto em busca do tetra estadual e de melhores posições e até título em cenário nacional nos deixa bastante motivado.


Nessa relação que o clube tem com o seu passado histórico e o seu futuro, seus jovens atletas. É possível destacar algum ídolo do passado e se existe alguma promessa surgindo nas divisões de base?
É complicado citar nomes, pois sempre se comete injustiças. Ainda mais quando se tem inúmeros craques e lendas do handebol nacional vinculado ao NRFC. 
Mas o ídolo a nível nacional e internacional da minha geração é o Bruno Souza. Eu não poderia ser diferente. Sou fã. 
Não me perdoaria se eu não destacasse o também ídolo do clube Luciano Peçanha. O lindo trabalho que ele tem feito, não só a frente da equipe (com resultados expressivos dentro de quadra), mas também o resgate histórico do clube e a aproximação e o envolvimento dos ídolos do passado com a equipe atual, é fantástico. Literalmente movendo paixões.
Sobre a promessa pro futuro, também vou pelo lógico. Como foi convocado recentemente, Pedro Ramalho é o meu destaque. Excelente jogador, muito esforçado, talentoso e sempre pronto a aprender. O trabalho está começando, torço muito por ele. 

Gostaria de agradecer pela oportunidade e pela entrevista. Espero estar contribuindo com o NRFC. Um abraço pra família handebol, pra família beach handball. Teróóóói Rug!

 

 

 

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